Após uma breve nota de boas-vindas da Prof.ª Doutora Juleen R. Zierath, o primeiro discurso da sessão foi proferido pelo presidente da comissão organizadora local em Berlim, Prof. Dr. Joachim Spranger, que agradeceu a presença dos congressistas, desejando que a riqueza do conhecimento científico que se vai debater nos próximos dias seja complementada pela diversidade cultural e histórica desta emblemática cidade.
Retomando a palavra, a presidente da EASD recordou a missão e os objetivos da organização, que passam por incentivar e apoiar a investigação relacionada com a diabetes, promover a difusão rápida dos conhecimentos adquiridos e facilitar a sua aplicação. Neste sentido, revelou que a par dos cerca de 20 grupos de estudo já existentes, aguarda-se com expetativa que seja aprovada a criação de mais dois grupos ainda durante este encontro: o European Group for the study of Insulin Resistance e o grupo Health Services Research and Health Economics.
À semelhança das últimas edições, espera-se que o número de participantes que este ano atravessam as portas da Messe Berlim ultrapasse novamente os 15 mil. Ao longo destes cinco dias, os congressistas terão a oportunidade de visualizar as apresentações orais e os pósteres correspondentes a 1218 artigos escolhidos entre os mais de dois mil submetidos à comissão científica.
A Prof.ª Doutora Juleen R. Zierath salientou ainda a natureza dinâmica da organização a que preside, com uma adesão crescente às novas plataformas tecnológicas, de que é exemplo o lançamento de novos programas de e-learning, a transmissão virtual das sessões do congresso – com mais de 23 mil horas de visualizações na última edição do congresso – e ainda o lançamento em 2018 do website da revista oficial da EASD, Diabetologia.
No cumprimento dos seus mandatos, a EASD apoia ainda ativamente a investigação científica na área da diabetes através da European Foundation for the Study of Diabetes (EFSD), que conta com mais de 100 milhões de euros angariados para oferecer oportunidades de financiamento, bolsas e prémios a investigadores em todas as fases da sua carreira científica.
A presidente da EASD reservou uma última palavra para o flagelo da diabetes, recordando que a sua prevalência na Europa tem aumentado, de cerca de 10 milhões de doentes em 1989 para 60 milhões em 2018, estimando-se que o número de doentes em 2030 ultrapasse os 80 milhões. A batalha contra este "assassino silencioso" está longe de estar ganha: a cada 6 segundos, uma pessoa morre de uma complicação relacionada com a diabetes. Neste sentido surgiu um apelo à ação que levou à criação do European Diabetes Forum (EUDF), cuja missão é assegurar que a investigação científica se traduza em ações políticas que revertam em melhores cuidados de saúde na área da diabetes. Para isso, o EUDF lançou uma campanha denominada “I wish” com a qual se pretende dar voz a pessoas com diabetes, médicos e enfermeiros, e outros especialistas desta área, mas também a políticos, para partilharem os seus desejos quanto ao futuro dos cuidados da diabetes na Europa.
A mensagem de despedida deste ano tomou, pois, a forma de convite aos presentes para que submetam o seu desejo na página de Twitter do EUDF (@EUDiabetesForum), num esforço coletivo de inscrever a diabetes na primeira página das agendas políticas nacionais por toda a Europa.



































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