Todas as sociedades são unânimes relativamente ao ponto alto do EASD 2018: a apresentação da versão final das novas guidelines conjuntas ADA/EASD para a gestão da hiperglicemia na diabetes tipo 2, no último dia de trabalhos.
Segundo os três presidentes, a apresentação de novos estudos é também esperada com expectativa pelos participantes, nomeadamente o estudo CARMELINA, que analisa os outcomes cardiovasculares e renais de doentes com diabetes mellitus tipo 2 tratados com linagliptina.
Outros estudos importantes vão ser alvo de análise no congresso, investigações que "vêm perspetivar de que forma irá haver uma grande mudança no tratamento da diabetes", sublinha o Prof. Doutor Davide Carvalho, que acrescenta: “O tratamento, que era centrado sobretudo na redução da glicemia, passou a ser centrado e individualizado de acordo com as características do doente”. Segundo o Dr. Rui Duarte, “serão apresentados os resultados de alguns subestudos de ensaios clínicos que focam sobretudo os outcomes cardiovasculares e renais”. Já o Dr. Estevão Pape realça os estudos que envolvem os agonistas do GLP-1 orais, assim como investigações com inibidores da GLP-2, que focam a segurança cardiovascular e a melhoria do risco cardiovascular.
As três sociedades estão também em concordância relativamente ao aumento progressivo da participação portuguesa neste congresso, nomeadamente na apresentação de trabalhos, “que serão discutidos ativamente”, conforme sublinha o Prof. Doutor Davide Carvalho. Para o Dr. Rui Duarte, esta participação nacional tem tido uma maior expressão no âmbito da investigação básica na área da diabetes. Já o Dr. Estevão Pape frisa a participação de “algumas dezenas de internistas dedicados à Diabetologia clínica na reunião”, frisando que “a Medicina Interna não pode estar de fora do congresso europeu de diabetes”.



































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